domingo, 18 de dezembro de 2011

Água mole em pedra dura...

Custou, mas desta vez ela... entrou. E por duas vezes. Ao entrar no último quarto de hora, o público no Dragão estava a começar a ver o fantasma do jogo do Zenit, mas desta feita contra um Marítimo desfalcado, a jogar com dez desde o minuto 40, o que tornava um eventual desfecho de empate inadmissível.
Entrada fulgurante da equipa de Vítor Pereira, criando oportunidades umas atrás das outras, esbarrando sempre no muro maritimista (ou na incrível falta de pontaria de Belluschi). Há um FC Porto com outra confiança, disso não há dúvidas, balanceada por um público que apoiou sempre, acreditando que mais tarde ou mais cedo, a equipa chegaria ao golo.
O treinador deitou a carne toda no assador, prescindindo de Maicon, que até estava a fazer um bom jogo, para lançar Cristián Rodríguez. O Cebola acabaria por ser decisivo. Ainda houve tempo para a entrada de Iturbe, quando mais não fosse para arrastar mais adversários, abrindo espaços, ainda que se note alguma falta de ritmo no prodígio argentino. O muro insular caiu, tarde, mas ainda a tempo de levar dois tiros, na baliza de um Peçanha que foi de longe o melhor da sua equipa, reflectindo aquilo que foi a estratégia clara de Pedro Martins desde o minuto inicial, agravada pela expulsão de Roberge.

Destaque pela positiva: Cristian Rodríguez. O uruguaio respondeu da melhor maneira às quezílias que tem protagonizado com a Nação Portista, marcando o golo decisivo da vitória azul-e-branca.

Destaque pela negativa: Djalma. O angolano mostrou mais uma vez que, na minha opinião, não é solução para estar no onze. Falta-lhe clarividência, espontaneidade, rapidez e torna a equipa algo lenta. Colocado a lateral-direito após a saída de Maicon, foi uma sucessão de erros.

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