Ontem ainda nem me tinha sentado no sofá, já lá morava um nas redes do Paços. O cebola tinha voltado a facturar, desta vez com minuto e meio de jogo. "Ok, agora gere-se bem o resultado", pensei eu, e provavelmente pensaram quase todos os portistas. Mas a verdade é que a equipa... adormeceu. Baixou de intensidade logo a seguir ao golo, inclusivamente entregou a iniciativa ao adversário, culminando, no golo pacense ao minuto 16. "Pronto, é bem feita, para ver se eles acordam". Só que o problema é que eram jogadores de segunda linha, ou seja, tudo era feito muito mais lento e mais mastigado, sem o fulgor de Hulk e de Moutinho. Estes dois, de resto, tiveram de entrar na segunda parte para haver um novo rumo nos acontecimentos. Hulk resolveu, sofrendo e convertendo irrepreensivelmente uma grande penalidade quando faltavam vinte para fim.
Era o jogo mais difícil deste grupo, e penso que foi dado o mais importante passo para chegar às meias-finais. Cumpriram.
Destaque pela positiva: Alex Sandro. O internacional brasileiro surgiu numa das poucas oportunidades que terá, pelo menos enquanto Álvaro Pereira continuar na equipa. Esteve bem, na minha leitura, jogou mais como defesa-esquerdo, e não como lateral-esquerdo, mostrou toque de bola quando foi ao ataque (um pouco rendilhado, como é hábito nos brasileiros) e será bom vê-lo mais vezes.
Destaque pela negativa: Kléber. Penso que o camisola 11 não fez um único remate em 90 minutos, e dificilmente voltará a ser opção para o onze se continuar com uma produtividade tão baixa. Exige-se muito mais de um ponta-de-lança.