segunda-feira, 26 de março de 2012

Parece que ninguém quer ser campeão...

Portistas, isto é inaceitável. Tenho apenas 18 anos de idade, portanto, como devem compreender, não tenho um grande número de épocas desportivas que possa usar como comparação. Porém, não tenho memória de um FC Porto que, em primeiro lugar, não ganhe tantas vezes como esta época não se ganha; e em segundo, que desperdice tantas vezes (é frustrante) os presentes que o nosso rival nos vai oferecendo. Onde está a garra portista que me fez ser adepto deste clube? Onde está aquela sensação que todos tínhamos que, em qualquer jogo, com maior ou menor dificuldade, ganharíamos? Digam-me, onde??
Ouvi ontem, mais uma vez, adeptos do FC Porto indignados com VP, atirando mais uma vez a culpa para o treinador portista. Enganem-se aqueles que acham que eu subscrevo, pelo menos no que toca à partida de ontem, na Mata Real. Que treinador no mundo inteiro é que resiste a uma atitude que roça o amadorismo, deixando um jogador de 1,75m cabecear, sem marcação? Digam-me quem? Pura incompetência de jogadores que ganham milhares de euros por mês, é inadmissível este comportamento displicente. E já não é de agora.. Há inúmeros outros jogos esta época que só não deixámos de ganhá-los por mero acaso. Ganhem vergonha, suas bestas. É inconcebível entrarmos num jogo, e agora estarmos sempre com aquela sensação que, provavelmente, não vamos conseguir ganhar o jogo. Mas nós somos quem? O Sporting? Se não é um deslize do Benfica que vos dá alento, não sei sinceramente o que será..

Enquanto andamos aqui entretidos (todos, incluindo a imprensa) apenas com a luta FC Porto-Benfica, esquecemo-nos que, ao fim e ao cabo, ambos estamos a anular-nos mutuamente e contribuir para que um clube, de mansinho, ataque a dianteira. Esse clube é invariavelmente o SC Braga, que é a ÚNICA equipa em Portugal que quer, luta (e talvez mereça) ser campeã. A confirmar-se hoje a eventual vitória da equipa de Leonardo Jardim sobre a Académica, meus amigos, temos que repensar seriamente na equipa pela qual vamos torcer, no sábado, no Benfica-Braga. E não digo mais nada... Isto pode parecer contra-natura para o comum portista, mas serei eu o único que não quero, para nosso bem, ir à Pedreira atrás do Braga na classificação? Tenho dito.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Clássico é classico...

Aposto nestas formações para o jogo de logo à noite.
Quanto ao FC Porto, antecipando a não-estreia de Danilo, Maicon irá invariavelmente a jogo, cabendo-lhe a ele para as investidades de Diego Capel. O espanhol tanto é capaz de fazer um jogo endiabrado, como de desaparecer deste, desde que seja bem aniquilado. Hulk manter-se-á como ponta de lança, sendo essencial que venha buscar jogo sob pena de auto-anular o seu poder desequilibrador.
Quanto ao Sporting, talvez Domingos aposte na fezada de Izmailov para os jogos contra os dragões, colocando-o numa posição que tem sido ocupada por Carrillo, Pereirinha ou até Matías Fernandez. Veremos.
Penso que será um jogo muito táctico, disputado a meio campo, e muito provavelmente quem marcar (se marcar) primeiro terá ganho o controlo táctico e emocional da partida. É jogo decisivo para os leões pela luta pelo título, para o FC Porto no objectivo de não deixar fugir o primeiro lugar, temos tudo para que seja um excelente jogo de futebol.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

"Sou um jogador vencedor"

     
Herdeiro do número 2 de Bruno Alves, ex-capitão do FC Porto, Danilo Luiz da Silva, apresenta-se à nação portista, como o mais caro jogador alguma vez comprado pelo clube. Vice-campeão do Mundo de Clubes pelo Santos e Campeão do Mundo sub-20, é espectável que pegue de estaca rapidamente, não só pelo avolumado investimento, mas também porque nos encontramos a jogar com um central adaptado à posição de lateral-direito, numa altura em que claramente, e sem perceber muito bem porquê, Sapunaru e Fucile não contam para VP.

É jovem, tendo por isso bastante margem de progressão, e se um dia, após "ganhar títulos" (denota-se aqui já discurso 'à Porto'), decidir rumar para outras paragens, proporcionar um bom encaixe aos cofres portistas.
Não sei se será titular contra o Sporting (amanhã farei um post a falar exclusivamente do Clássico), mas era talvez um bom teste para o brasileiro, mas colocá-lo em estreia num jogo destes, não sei não...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Não se pode adormecer


Ontem ainda nem me tinha sentado no sofá, já lá morava um nas redes do Paços. O cebola tinha voltado a facturar, desta vez com minuto e meio de jogo. "Ok, agora gere-se bem o resultado", pensei eu, e provavelmente pensaram quase todos os portistas. Mas a verdade é que a equipa... adormeceu. Baixou de intensidade logo a seguir ao golo, inclusivamente entregou a iniciativa ao adversário, culminando, no golo pacense ao minuto 16. "Pronto, é bem feita, para ver se eles acordam". Só que o problema é que eram jogadores de segunda linha, ou seja, tudo era feito muito mais lento e mais mastigado, sem o fulgor de Hulk e de Moutinho. Estes dois, de resto, tiveram de entrar na segunda parte para haver um novo rumo nos acontecimentos. Hulk resolveu, sofrendo e convertendo irrepreensivelmente uma grande penalidade quando faltavam vinte para fim.
Era o jogo mais difícil deste grupo, e penso que foi dado o mais importante passo para chegar às meias-finais. Cumpriram.
Destaque pela positiva: Alex Sandro. O internacional brasileiro surgiu numa das poucas oportunidades que terá, pelo menos enquanto Álvaro Pereira continuar na equipa. Esteve bem, na minha leitura, jogou mais como defesa-esquerdo, e não como lateral-esquerdo, mostrou toque de bola quando foi ao ataque (um pouco rendilhado, como é hábito nos brasileiros) e será bom vê-lo mais vezes.

Destaque pela negativa: Kléber. Penso que o camisola 11 não fez um único remate em 90 minutos, e dificilmente voltará a ser opção para o onze se continuar com uma produtividade tão baixa. Exige-se muito mais de um ponta-de-lança.