Estive ontem no estádio e pude contemplar atentamente o jogo da nossa equipa contra o Gil Vicente. A equipa de Barcelos prometia vir moralizada depois do empate arrancado ao Benfica sete dias antes, na primeira jornada. Por isso o FC Porto tinha um desafio interessante, apesar de ser claramente favorito, ainda mais jogando no Dragão.
Nos primeiros minutos principalmente e um pouco no resto da partida, notou-se que a máquina FC Porto deixada por André Villas-Boas, desprovida agora de Falcao, é certo, está longe de estar afinada. Não carbura o suficiente. A ausência do colombiano não implica, de maneira nenhuma, que o meio campo deixe de funcionar como tão bem o fazia na época passada. Notava-se que os passes teimavam em não sair, a bola emperrava, não havia uma jogada com princípio, meio e fim no sector médio da equipa. Salvavam-se os lançamentos longos para Hulk, que, com toda a sua potência, essa sim, inesgotável, levava a bola com perigo para a área gilista. Aliás o incrível acabou por ser preponderante ao estar envolvido nos três golos, marcando dois e assistindo o de Sapunaru, que se redimia do erro crasso na jogada que dera o penalty e consequente golo do Gil Vicente.
O não-funcionamento do meio campo começa logo na posição 6, onde claramente, Souza não é Fernando e portanto a bola não sai com a mesma fluidez. Guarín vai recuperando a forma aos poucos, depois da participação na Copa América. João Moutinho continua igual a si mesmo mas precisa que os seus parceiros correspondam ao seu nível, pois sozinho, pouco pode fazer.
No sector atacante, de Hulk, nada a dizer, incrível como sempre. Varela está numa impressionante má forma, de tal ordem que parecia que a bola queimava nos seus pés, em algumas jogadas. Isto faz crescer a ansiedade por James e Iturbe, ainda a regressarem do Mundial sub-20. Quanto a Kléber, subitamente o ponta-de-lança indiscutível da equipa, necessita rapidamente de marcar um golo para ganhar confiança, ou então o peso nos ombros da herança de Falcao vai aumentando cada vez mais.
Na defesa, referência para Álvaro Pereira, que voltou a não jogar, ou por estar ainda a recuperar da Copa América, ou porque se espera algo até dia 31. A verdade é que Fucile cumpre, mas não tem o pé esquerdo nem a virtuosidade de Palito, e ainda esperamos o internacional sub-20 brasileiro, Alex Sandro.
Apesar de tudo, e como seria normal, agarrámos os três pontos, mantendo os adversários directos no mínimo a dois pontos no termo da jornada, e com a certeza porém, que há que afinar a Máquina.
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